O mundo roda a uma velocidade alucinante. De 24 em 24 horas roda sobre o seu próprio eixo e completamente integrados (ou não) a ele encontra-se a nossa espécie, a espécie humana! Somos imperfeitos em muitas coisas, estamos a destruir o nosso próprio habitat, contudo estamos a criar tecnologia tão depressa como a terra gira.
Inventámos a rádio, o telefone, o computador, a internet, o telemóvel…. E esse telemóvel… Hoje em dia combina essas funções todas! Tem rádio, televisão, internet, máquina fotográfica… enfim… Tudo aquilo que há dois séculos era no mínimo impensável.
Mas a revolução dos telemóveis pode ser encontrada no tão falado iPhone. Aliado ao design inquestionável da Apple, este novíssimo gadget não trás assim tantas revoluções nas tecnologias actuais, apenas junta de uma forma brilhante e com um toque de glamour e simplicidade característicos da empresa do Steve Jobs.
Não estará a Apple a exagerar com tanta propaganda de um produto que ainda nem saiu? Para quê gastar tantos milhares de euros em publicidade numa coisa que de inovação tem pouco? Será de facto um produto de qualidade? Ou será outro fiasco da Apple como aconteceu com o Motorola Rocker?
O facto é que os milhares de dólares gastos em publicidade alegadamente gastos não passam de um boato. A verdade é que o iPhone está a ser o produto mais publicitado de sempre mesmo sem ter ainda saído oficialmente no mercado. Quem tem lançado o debate, os rumores e a publicidade não tem sido a própria Apple mas sim os Mass Media: a imprensa escrita, a televisão, a rádio, a Internet com os seus sites, fóruns e a própria blogosfera têm dado ao iPhone uma cobertura nunca antes vista.
Mas o que atrai assim tantos se o produto não é assim tanto inovador? O logótipo da maçã para muitos já é o suficiente mas, e ao longo do tempo, tem se vindo a verificar que a maçã é de facto sinónimo de qualidade, de inovação e de design arrojado. Por isso e aos “appleoolics” não é um vício assim tão mau. O único contra da Apple é o preço exagerado dos seus produtos, contudo numa reflexão mais pormenorizada chegamos à conclusão que para que essas qualidades sejam reunidas a Apple tem de investir, e não é mesmo pouco.
Mas voltando à temática do iPhone devemos ter em conta que o que já existia em termos de gadgets semelhantes eram exageradamente grandes, pesados, feios, com demasiados botões, com menus retrógrados… enfim… erros que a Apple não comete.
Os botões acabaram… os ecrãs pequenos também… os cabos igualmente.
É um culminar da tecnologia de ponto num único pequeno (grande) produto e esse mérito é bastante difícil de ser conseguido.
Foi com estas características que a Apple “reinventou o telemóvel”, “reinventou o “iPod”, “reinventou a Internet”. É difícil reinventar todas estas coisas, contudo a Apple caminha a passos largos para um trabalho creditado, credível e competente. A Apple começa a demarcar-se a passos largos dos monopólios que outras empresas haviam conquistado como a Creative, a Microsoft, a Motorola, a Nokia, etc.
Como vêm as telecomunicações estão a mudar e como dizia o poeta “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança, pois todo o mundo é composto de mudança” e desde a invenção do telefono pelo Bell muita coisa já mudou. Mudou a tecnologia, mudou a sociedade, mudou a mentalidade. Estamos mais astutos e criamos a uma velocidade vertiginosa, mas à mesma velocidade que criamos coisas maravilhosas destruímos coisas ainda mais maravilhosas e sem as quais a nossa sobrevivência aqui no Planeta Azul é totalmente impensável. Aqui fica este aviso: apliquemos as tecnologias em prol do nosso tão frágil ambiente.

Filipe Ribeiro - 21/03/2007


1 Comment(s)

By admin on 22, March 2007

Esperemos que gostem deste artigo
Cumprimentos

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